Escola Paulista de Medicina
Graduate Program in Pulmonology

Pesquisas clínicas multicêntricas patrocinadas realizadas na área respiratória no Brasil - Perdas e ganhos

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Autores: Carvalho, Andréa Kelly da Silveira, Nascimento, Oliver Augusto, Fonseca, Marcelo Cunio Machado, Pereira, Eanes Delgado Barros, Jardim, José Roberto. 


Rev. Assoc. Med. Bras. vol.62 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2016 http://dx.doi.org/10.1590/1806-9282.62.02.131 


Resumo

Objetivo

Avaliar nos centros de pesquisas clínicas patrocinadas na área respiratória no Brasil o perfil, a logística e a estrutura.

Método:

Questionários foram respondidos por pesquisadores principais (29) e subinvestigadores (30) de 39 centros de pesquisa relativos a identificação e formação dos pesquisadores, instalações dos centros e vantagens e desvantagens quanto à participação nas pesquisas patrocinadas.

Resultados:

Setenta e cinco por cento (75,6%) dos centros se localizavam nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. A maioria dos investigadores principais eram homens com média de idade de 53,4 anos. As pesquisas na área respiratória se concentravam no estudo da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Oitenta por cento dos pesquisadores citaram a demora na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como fator de entrave para a realização das pesquisas. As vantagens em participar das pesquisas clínicas foram a atualização própria ou da equipe envolvida, com rendimento adicional para a equipe. A principal desvantagem apontada pelos pesquisadores foi a baixa compensação financeira em relação ao volume de trabalho e disponibilidade de tempo. A mediana de profissionais por centro de pesquisa foi de seis pessoas, com predominância de médicos.

Conclusão:

O número de centros na área respiratória no Brasil ainda é relativamente pequeno. As equipes apresentam boa formação para a realização das pesquisas. Asma e DPOC são as doenças mais estudadas pelas pesquisas clínicas patrocinadas. O principal entrave é a demora da Conep e da Anvisa. Os fatores que levam os investigadores a participarem variam desde atualização própria/equipe até questões financeiras para a equipe e o centro; a principal desvantagem relatada é a baixa remuneração diante da demanda de trabalho exigida.

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