Violência pós-morte contra travestis de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil

Resumos
Este artigo busca descrever e analisar as violências vivenciadas pelas travestis em suas trajetórias (que, muitas vezes, culminaram em seus homicídios), direcionando o olhar para as violências que continuam mesmo após a morte. A intenção é compreender um tipo de violência que se manifesta na normalização de gênero pós-morte que busca apagar a história e os rastros da existência travesti. Trata-se de estudo baseado em metodologia qualitativa, por meio de pesquisa etnográfica. A etapa etnográfica deste artigo ocorreu entre os meses de setembro de 2019 e fevereiro de 2020, sendo decorrente do assassinato de cinco travestis. Os resultados indicaram a existência de um dispositivo de normalização pós-morte que atua contra o desejo final das travestis, negando-lhes uma morte digna.

Palavras-chave:
Violência; Travestilidade; Etnografia

Professor Richard Miskolci

Publicado em CADERNOS DE SAÚDE PÚBLICA, v. 37, p. 1/e00141320-11, 2021.

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